Mempools criptografados e manipulação de funding em futuros perpétuos
Resumo
O documento examina como sistemas de transação criptografados do tipo commit-then-reveal podem deixar sinais de funding de futuros perpétuos expostos à manipulação de estado por quem cria a própria transação. Um atacante que conhece sua própria transação e detém um direito afetado pelo estado alterado pode se beneficiar ao manipular os dados usados no cálculo do funding. Como as transferências de funding dependem tanto de um sinal de taxa quanto do interesse em aberto do lado recebedor, a divulgação atrasada pode afetar o resultado econômico mesmo quando o processamento criptográfico é rápido.
A análise proposta modela a correção como arbitragem: traders escolhem quanto negociar com base no impacto sobre os preços e nos custos de inventário. O argumento é que uma barreira à ordenação de transações impede que participantes que buscam arbitragem adaptativamente reajam durante a etapa comprometida, de modo que a correção pode demorar mais do que seria possível após a revelação. O artigo também identifica a menor incorporação do funding previsível nos preços como um canal separado de amplificação e propõe um índice local de segurança que distingue a incapacidade do atacante de enxergar as informações da proteção contra correção e contra a incorporação nos preços. O texto fornecido apresenta mecanismos teóricos, mas nenhuma estimativa empírica ou estudo de caso quantificado.
Ideias principais
- O funding perpétuo pode ser manipulado por transações criadas pelo próprio atacante quando ele tem um direito econômico ligado ao estado afetado.
- A ordenação commit-then-reveal pode impedir que participantes adaptativos que buscam arbitragem corrijam a manipulação durante a etapa fechada, antes da revelação.
- A correção depende do impacto nos preços e dos custos de estoque dos traders, além do momento em que as informações do protocolo ficam disponíveis.
- A privacidade das transações pode ampliar distorções no funding ao reduzir a incorporação do funding previsível aos preços de entrada.
- O índice de segurança proposto distingue a cegueira do atacante da proteção da correção e da incorporação nos preços.
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# Reveal, Correct, Then Pay: Encrypted Mempools and Perpetual Funding Security # Reveal, Correct, Then Pay: Encrypted Mempools and Perpetual Funding Security Encrypted mempools are designed to hide transaction contents until execution order is fixed, preventing many victim dependent forms of maximal extractable value. This paper studies a different class of attack in the form of self-authored state manipulation, in which the attacker knows its own transaction and owns a downstream claim on the state that transaction changes. Perpetual futures funding is a canonical example. The funding signal determines a transfer rate, while receiving side open interest is the transfer base. In a commit then reveal mempool, an adaptive corrective transaction cannot enter the already committed batch. Privacy can therefore create an economic reaction gap even when cryptographic decryption overhead is negligible. We microfound correction through executable arbitrage opportunities. Correctors choose order size against local price impact and inventory cost, while the protocol information schedule determines which opportunities are actionable. The ordering barrier removes ordinary adaptive searchers from the closed stage. It therefore yields a closed stage correction rate below the adaptive correction rate whenever positive adaptive capacity becomes available after reveal. The distortion entering a funding window is multiplied by an explicit response factor. Transaction privacy can also reduce capitalization of predictable funding into entry prices, producing a second amplification channel. The resulting local security index separates attacker blindness, correction shielding, and capitalization shielding.
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